Maravilhosas atrações internacionais

O que não se pode deixar de ver

(Carlos Casaes e Carla Maria)



Em qualquer viagem que se empreenda, evidente de que um dos fatores que mais enriquecem a visita é conhecer os principais atrativos dos diversos locais. E entre tantas novidades, destacam-se sempre os grandes monumentos. Alguns dos quais manifestam-se pelos caprichos da natureza, enquanto outros, mesmo na sua monumentalidade, são consequentes da ação humana. É evidente de que, nas minhas tantas andanças pelo mundo, não me furtei a conhecer e me deslumbrar com muitas dessas atrações, algumas das quais constituem especiais destaques das localidades onde se situam.


É como eu posso, por exemplo, relacionar alguns desses privilegiados pontos que constituem o melhor do que a cultura europeia integra nos acervos de cada país visitado. É de se ver, então, de que, seja em Lisboa-Portugal, em Madrid-Espanha, Paris-França, ou mesmo na Itália, são diversos esses pontos que não podem, em hipótese alguma, deixar de ser visitados. É o que eu objetivo, em mais estas considerações que alinhavo aqui, para atrair o visual dos amigos que me privilegiam com as suas atenções. Vale, então, relacionar os grandes e especiais monumentos a que me dou o cuidado de apreciar: em Lisboa/Portugal, o seu espetacular CASTELO DE SÃO JORGE, em Madri/Espanha, o imponente PALÁCIO REAL, em Paris/França, o histórico PALÁCIO DE VERSALHES, em Pisa/Itália, a incrível TORRE INCLINADA, e em Capri, também Itália, a surpreendente GRUTA AZUL.

O Castelo de São Jorge

A sua principal característica é de proporcionar deslumbrantes vistas panorâmicas da capital lusitana, bem assim e principalmente do rio Tejo. No seu interior encontram-se inúmeras atrações, do que se pode evidenciar, por exemplo, a câmara escura, bem assim os seus jardins, as ruínas arqueológicas, como e principalmente o Palácio Real.


Integradas ao lado das muralhas acessíveis, encontram-se nada menos do que 11 torres, em torno do que conserva permanentemente uma exposição arqueológica, como, da mesma sorte, ali se encontra a Câmara Escura, localizada na Torre do Tombo de onde se pode ter uma visão 360°, em tempo real, de toda a cidade. É possível alcançar aquele local através do serviço coletivo de ônibus, ou mesmo por intermédio de elevadores públicos a partir da parte Baixa. Para uma visita minuciosa, é recomendado que se disponibilize cerca de 2 horas, lembrando ser o ideal o uso de sapatos confortáveis para que se possa percorrer todas as suas muralhas.

O acesso ao CASTELO é possível com o pagamento de 15E, pelo valor do ingresso. Mas há opções mais baratas que se destinam aos jovens e aos idosos, ao lado de que o acesso de residentes em Lisboa é gratuito, bem assim aos menores de 12 anos. Em regra, a visita ao CASTELO funciona desde as 9 horas. É de se observar de que o seu nome é decorrente da devoção a São Jorge que, por sinal, é o santo padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas.

Historicamente, evidencia-se de que a sua construção foi proporcionada por D. João I, mais precisamente, no século XIV. No entanto, considera-se de que a primeira presença humana na área remonta à Idade do Ferro, embora as pesquisas sociológicas evidenciem testemunhos de que o local, na realidade, pode se considerar desde o século VI a. Cristo. Porque alude-se de que serviu como base das operações do cônsul Décimo Janio Bruto Galaico. Mas, na realidade, o CASTELO veio a conseguir o seu apogeu a partir do século XIII, oportunidade em que, além do Paço Real, mais precisamente denominado como Paço da Alcaçova, registra-se ter sido o palácio dos bispos, albergue de nobres da Corte e fortificação militar.

Verdade é que a história também consigna de que chegou a ser o local de recepção a VASCO DA GAMA, logo após a sua descoberta dos caminhos marítimos para as Índias. Na sua visitação deve-se destacar alguns pontos, como a Praça das Armas, onde se encontra a estátua de D. Afonso Henriques, da mesma sorte onde se encontra o Castelejo, a Cidadela e a Esplanada, como também uma Câmara Escura ao lado do que está o Espaço para Exposições, ainda a Sala de Reuniões/Recepções, e, até, a Loja Temática.   

O PALÁCIO REAL OU “PALÁCIO DO ORIENTE” EM MADRID



Da mesma sorte conhecido como o PALÁCIO DO ORIENTE, o PALÁCIO REAL constitui a maior residência real entre tantas na Europa. Porquanto ocupa nada menos do que 135.000 m², possuindo o absurdo de mais de 3.000 quartos. A sua localização na capital espanhola está bem no centro da cidade e a sua construção empregou o estilo barroco/neoclássico, do século XVII. O seu interior abriga uma imensa coleção de arte, entre pinturas de VELAZQUEZ, GOYA bem assim de CARAVAGGIO. São seus principais espaços a Sala do Trono, a Galeria dos Espelhos, a Armaria Real, como também a Capela Real.

É ali onde se encontra, na realidade, a residência oficial da Família Real Espanhola, mas que mesmo é utilizado para cerimônias de estado e recepções oficiais. Surpreendentemente não é mais destinado como a residência. Uma das suas características é que o Palácio está rodeado por expressivas áreas verdes, como é o caso do Jardim de Sabatini, como também o Campo del Moro. Diariamente encontra-se aberto a visitação: no inverno, entre as 10:00 e as 18:00 horas, enquanto no verão o horário muda para das 10 às 19 horas. Sendo que, aos domingos, o seu fechamento ocorre as 16 horas. Os ingressos têm o seguinte valor: adultos 20E; estudantes até 25 anos, maiores de 65 anos e menores de 16 anos, 13E; menores de 5 anos, desempregados e pessoas com deficiência, grátis.

O atual PALÁCIO REAL, ou PALÁCIO DO ORIENTE, foi construído no local do antigo ALCÁZAR mouro, depois de um incêndio que aconteceu em 1734, quando transcorria o reinado de FELIPE V.  Na visita se pode percorrer os opulentos salões que remontam ao século XVIII, como é o caso de:

ARMARIA – uma das coleções de armas e armaduras mais importantes no gênero;     SALÃO DO TRONO – no qual é destaque o brilho com ouro e veludo, bem assim por ser um símbolo do poder real; 

GALERIA DE PINTURA – onde se encontram significativas obras de artistas a exemplo de CARAVAGGIO, VELAZQUEZ, e ainda, SOROLLA; a COZINHA REAL, com acesso separado do restante do palácio, onde podem ser visto os bastidores da vida na corte.

A meia hora de Paris encontra-se o PALÁCIO DE VERSALHES

A precisamente 20 quilômetros de Paris encontra-se um espaço que constitui um Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1979, nada mais nada menos do que um ícone do absolutismo francês. Na realidade, representa um espaço que foi transformado pelo rei LUÍS XIV em 1862 e que se materializou desde um pavilhão de caça que, por sinal, destaca-se por uma de suas maiores atrações que é a Galeria dos Espelhos, como, ainda, pelos seus imensos jardins, ao lado de outra curiosidade que são os aposentos reais, sendo hoje considerado mesmo como um museu histórico.


A sua localização está na região metropolitana de Paris, e é, nada mais do que edificação que evoluiu desde um pavilhão de caça de Luís XIII à sede do poder de Luís XIV, o denominado “Rei Sol”, o que ocorreu antes mesmo da Revolução Francesa. No total, é constituído por mais de 2.300 aposentos, sendo que entre eles, a Galeria dos Espelhos é um espaço de 73 metros de comprimento. Uma outra curiosidade é que os seus jardins foram projetados por ANDRÉ LE NÔTRE, os quais se estendem por mais de 800 hectares, constituído por fontes, bem assim o denominado Grande Canal.

O seu funcionamento vai a partir de terça-feira e até o domingo, enquanto a aquisição de ingressos está ao custo de 10E a 19,50E, embora seja acesso gratuito para menores de 18 anos da União Europeia, em geral. A realidade é que os domínios de MARIA ANTONIETA alcançavam o Palácio Trianon, jardins, bem assim como uma aldeia recriada para a própria rainha. A história registra que foi ali que foi assinado o Tratado de Versailhes, em 1919, o qual pôs fim à “Primeira Guerra Mundial”. Registra-se que foi fora do palácio que a esposa do rei Luís XI, Maria Antonieta, desfrutou de uma vida realmente simples, bem assim campestre.

A palavra VERSAILHES significa, em latim (versare), “reinar e resolver”, como em lavrar a terra. Uma extrema curiosidade, sobretudo para nós brasileiros, é o fato registrado de que Maria Antonieta somente teria tomado 43 banhos, pois, àquela época, não era habitual o banho todos os dias (aliás, diga-se de verdade, como ainda hoje). É que o hábito era de se lavar, quando preciso, as partes mais sujas do corpo.

A história de MARIA ATONIETA manifesta de que, quando ela tinha apenas 14 anos, foi enviada à França para se casar com Luís XVI que, por sinal, era apenas um ano mais velho do que ela. E aquele fato ocorreu por conta da aliança diplomática. Antes do seu casamento, Luís era conhecido com o Delfim, ou seja, o filho mais velho do rei. Enquanto MARIA ANTONIETA era a delfina. Outro fato curioso foi de que, embora ela levasse, para o casamento, um vestido de noiva austríaco, foi obrigada a trocá-lo por outro vestido em estilo francês. Outra curiosidade foi que lhe forneceram nada menos do que 12 alianças para que experimentasse, até que uma delas coubesse no seu dedo. O seu casamento recebeu nada menos do que 5.000 convidados, enquanto a cerimônia foi seguida por vários dias de festa. Bailes, banquetes, ópera, bailes de máscaras, passeios de barco pelo grande canal, além de um especial espetáculo de fogos de artifício com 20.000 foguetes. Toda essa “mise-en-scène” assistida por cerca de 200.000 pessoas.

O fato concreto foi que o seu relacionamento com o rei não chegou a ser muito romântico, sobretudo no seu início. Em virtude de que ambos eram tímidos e inexperientes. Fato que, em consequência, gerou problemas na vida íntima de ambos. A história também registra de que o casamento só chegou a ser consumado sete anos depois. Quando, na realidade, eles acabaram se afeiçoando um ao outro. Da mesma sorte como os dados históricos registram de que, o rei somente também teria tomado apenas 43 banhos, até porque, então, acreditava-se que muito banho era prejudicial à saúde.

Durante a vida privada da rainha, um escândalo envolveu o roubo de um colar com o valor de uma fortuna, fato que, de alguma sorte, comprometeu a sua reputação. No entanto, algum tempo depois, teve início a Revolução Francesa, razão pela qual os excessos da rainha não ajudaram a melhorar a situação, pois se experimentava um momento de pobreza para o povo francês. Da mesma sorte como ela não atraia popularidade entre setores da nobreza, em que o seu nome era frequentemente associado a amantes, ainda que parecessem ser notícias falsas.

Bastante vigiada, e o que se comentava sobre um amante sueco, não existiram provas que comprovassem a acusação. Na realidade, o tal amante seria o Conde AXEL VON FERSEN. A verdade identifica a rainha como uma mãe dedicada aos seus quatro filhos. Lamentavelmente, apenas um sobreviveu. A história consigna de que ela era retratada como egoísta, que gastava o dinheiro do país com o seu estilo de vida desbragado. Viam-na como indiferente ao sofrimento, então, do povo, embora demonstrasse muito especial carinho pelas crianças. Algumas das quais chegou a adotar. A primeira delas teria sido um órfão de nome Armand. Fato que teria ocorrido em 1776. Sendo que o mesmo teria vivido com a família real até a Revolução Francesa.

Por conta da sua vida de opulência, teve que enfrentar o ódio do povo, que acabou a levando à prisão e a um trágico fim. Ainda assim e durante o seu encarceramento manteve a sua aparente dignidade. Enfim, precisamente em 16 de outubro de 1793, faleceu apenas aos 37 anos e de modo tão trágico: guilhotinada. Antes dela foi o marido, o rei. Durante o que a multidão aplaudia e gritava “Viva a República!!!”. Enquanto a sua cabeça caía decepada. Por sinal, o seu corpo foi enterrado em cova, por acaso, sem identificação.

No entanto, cerca de 22 anos depois, os dois corpos, dela e de Luís, foram sepultados na basílica de Saint Denis, em Paris. Enquanto isto, a guilhotina usada no cumprimento da pena, pertence, hoje, ao Museu Tussaud – em Londres -  que foi adquirido por Maria Tussaud que é a conhecida artista da cera.

Um dos fantásticos fenômenos da natureza


A Torre Inclinada de Pisa é, sem dúvidas, um dos mais espetaculares fenômenos da natureza. Encontra-se situada bem ao lado da Catedral da cidade italiana, compondo um trio de monumentos com o, também belíssimo, Batistério. Por sinal, é considerada como a terceira mais antiga estrutura naquela praça da Catedral de Pisa.

A verdade é que se trata de um campanário medieval (onde se encontram os sinos do conjunto religioso católico). A estrutura foi toda construída em mármore branco, o que ocorreu desde o ano de 1173. Embora seja um belíssimo prédio, a grande novidade, que o tornou muito especial entre os fenômenos da natureza, foi o fato da sua construção ter sido interrompida quando alcançava o terceiro andar, momento em que, na realidade, foi iniciada a sua estranha e inesperada inclinação. A razão com a qual é explicado o fenômeno encontra-se no solo onde foi edificada, considerado como instável e constituído de argila e areia.

Na realidade, a sua construção levou nada menos do que 200 anos, tendo sido a sua conclusão ocorrida somente no ano de 1372. Posteriormente após séculos de que a sua inclinação evoluísse, foram inúmeras as complexas intervenções, na tentativa de “barrar” o fenômeno. Os cuidados da engenharia foram muitos, também, sobretudo entre os anos de 1930 e 2001. Ao conseguirem reduzir a sua ameaçada queda, conseguiu-se estabilizar, finalmente, o seu inclinado nível.

Por conta, então, do continuado fenômeno, chegou a ser interditada à visitação pública e somente no ano de 2001 foi permitida que fosse realmente retomada em visitação. Aquele período levou, por sinal, cerca de 300 anos.

Vale lembrar de que a questão da sua inclinação foi decorrente de que o solo onde foi edificada era macio e instável (lembrando, de argila e areia) cujo peso cedia, sendo que a sua inclinação, na realidade, teve início por volta de 1178, depois de que a estrutura do terceiro andar teria sido alcançada. Por conta do que, os seus arquitetos responsáveis pelo projeto tentaram, por todos os meios, compensar aquela inclinação. E, então, prosseguiram na elevação dos demais andares a que destinavam que um lado fosse mais alto que o outro, na tentativa de compensar a questão.

Na realidade, aquele pormenor resultou em que ocorresse uma curvatura sutil na torre. Situação que prosseguiu até os anos 90, quando aconteceu, enfim, o seu fechamento em virtude de que prenunciava um inquestionável risco de ruir.

A sua reabertura definitiva só veio a ocorrer no ano de 2001, oportunidade em que a sua inclinação havia sido, finalmente, segurada e totalmente estabilizada.

Quando as águas do mar ficam azul


Um outro fenômeno, também da natureza, indiscutivelmente espetacular, é a Gruta Azul, na Ilha de Capri, bem em frente a Napoli, na Itália. Na realidade, trata-se de uma caverna marinha que conseguiu renome na sua história em virtude de que, por conta de um fenômeno natural, as águas no seu interior serem apresentadas na intensidade total da cor azul. O fenômeno, em verdade, decorre do fato de que a filtragem da luz solar através de uma abertura – por onde as pessoas conseguem passar para visitá-la – subaquática. 

O acesso, então, ocorre em pequenas embarcações a remo que atravessam uma pequeníssima fenda. Para que se tenha uma melhor visualização, então, é oportuno de que a visita ocorra entre o fim da manhã e o início da tarde. O fato é o que o fenômeno decorre mesmo pela razão da luz solar penetrar no interior da gruta por uma cavidade submersa, iluminando a água de baixo para cima, fenômeno que cria um efeito impressionante através de um intenso brilho que se espraia por toda a cavidade local.

A história da GRUTA AZUL nos informa de que o Imperador romano Tibério utilizava aquele espaço para os seus banhos, isto lá pelo século 270 a.C.

O preço de um ingresso para o acesso à gruta está em torno de 18E a 20E, incluindo o barquinho, mas, em regra, têm-se que conceder uma gorjeta ao remador. O passeio começa saindo do portinho de Capri quando a embarcação que vai até a entrada da gruta é lotada. Esse traslado custa em torno de 12E por pessoa. O acesso até a beira da borda da entrada leva em cerca de 15 minutos, quando, então, é necessário trocar para um barquinho bem menor, que comporta apenas 4 pessoas. O tempo de duração da passagem em torno do interior da gruta é muito pequeno, uma vez que são inúmeros os barcos, um logo após o outro.

Verifica-se que o momento em que o tom de azul se encontra mais intenso é, sobretudo, entre as 12 e as 14 horas. É possível, também, ir por terra, por dentro da ilha, o que ocorre em autocarros desde Anacapri e até a entrada terrestre da gruta. Tendo que descer, então, uma escadaria para embarcar nos mesmos pequenos barcos a remo. Por sinal, é uma opção tanto mais barata quanto mais rápida.

O funcionamento da visitação depende, lógico, da situação climática, em razão do que o acesso pode ser fechado sem aviso prévio. A visitação ocorre entre as 09:00 e as 1700 horas. No entanto, durante os meses de novembro a março, o horário é reduzido para entre as 08:30 e até as 14:00 horas. A gruta tem cerca de 150 metros de profundidade, no seu fundo arenoso, ao lado de 60 metros de comprimento por 25 de largura, no seu interior.

Comentários

  1. Ilustre amigo e confrade Casaes: Li - como se diz - de cabo a rabo o que escreveu a respeito de um sonho. Agora, meu sonho, que jamais será concretizado, é visitar Roma, ver o Papa e deslumbrar-me com as obras de arte de renomados pintores, a exemplo de Michelangelo, que, segundo registro, depois de esculpir a estátua de Moisés, tocou nela, com o seu instrumento de trabalho, e admirado, exclamou? " Fala, Moisés! Isso, por ter a escultura ficado uma perfeição. Visitar, também, a capital Roma, Milão, Toscana, Florença, Veneza e Nápoles.
    Valeu!

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