Salvador tem o maior litoral do Brasil
(Carlos Casaes e Carla
Maria)
Levando-se em consideração a
situação dos municípios nacionais, Salvador, na Bahia, possui o maior
litoral do Brasil, contando com nada mais do que 50 quilômetros de praia, sem
considerar o litoral das ilhas. Computando também o litoral das ilhas que lhe
integram, a extensão das praias do município alcança, nada menos do que, 106 quilômetros.
Sem dúvidas de que se trata de um dos maiores litorais de um município no
mundo. Enquanto que o Estado da Bahia se revela, da mesma sorte, como o mais
extenso litoral de todo o Brasil, a se levar em conta os seus 1.100 km de
extensão, desde a fronteira com Sergipe (ao norte) e até alcançar o limite com
o Estado do Espírito Santo (ao sul).
É de
se perceber do mesmo modo de que o litoral de Ilhéus é o maior de todo o
Estado, contando nada menos do que 100km. Mas as praias de Salvador perseguem,
inicialmente, um roteiro desde o subúrbio de Periperi e até a Praia do MAM.
Seguindo essa ordem, podemos listar nada menos do que cerca de 25 praias que
podem ser, assim, consideradas:
Periperi, Paripe, Coutos, Praia Grande, Alto de Terezinha, Itacaranha, Plataforma, Boa Vista do Lobato, Porto dos Tanheiros, Itapagipe, Ribeira, Praia da Penha, Praia do Bogari, Vila Ruy Barbosa, Ponta de Humaitá, Mont Serrat, Boa Viagem, Praia de Roma, Praia do Meio, Praia do Cantagalo, Feira de São Joaquim, Gamboa e Praia do MAM, seguida do deck do Mahi-Mahi. Nesse primeiro trecho são, nada menos do que, 24 praias.
É de
se observar de que, embora tantas praias, aos domingos e feriados,
especialmente no verão e nas férias escolares, de fim e começo de ano, todas
elas ficam superlotadas. Mesmo assim, ainda se deve levar em conta de que as praias
dos demais municípios litorâneos, sejam as do norte ou as do sul, da mesma
sorte que são prestigiadas por multidões.
Monumentos
e fortalezas nas praias
Um
pormenor que enriquece consideravelmente os setores das praias no Município de
Salvador são os diversos monumentos, as tantas fortalezas e até igrejas que se
encontram localizadas em diversas situações.
Assim,
desde a Praia da Ribeira, onde, em seu começo, no Bairro de Itapagipe, está a
Igreja de Nossa Senhora da Penha de
França.
Logo
após a Praia da Ribeira, e fazendo limite com a Ponta de Humaitá e no topo da Colina Sagrada, encontra-se a tradicional Igreja
do Bonfim.
Já na Ponta de Humaitá, propriamente dita, está um farol que funciona intermitentemente.
Bem
à frente daquele farol está a Igreja e o Mosteiro
de Nossa Senhora do Monte Serrat.
Um
pouco após, e no sentido da praia de Boa Viagem, encontra-se o belo e
portentoso Forte de Nossa Senhora do
Monte Serrat, que é um dos mais antigos e melhor preservados da cidade, que
está bem em frente à baía com belíssimas vistas.
Já
para o centro da cidade, em frente ao Elevador Lacerda, à Navegação Baiana, da
antiga “Rampa do Mercado” e do próprio Mercado Modelo, mas em meio ao oceano,
está o maravilhoso, belíssimo Forte de
São Marcelo.
Seguindo pela “Avenida Contorno”, cujo nome original é Avenida Lafaiete Coutinho, vamos chegar até o Porto da Barra. Mas, descendo a Ladeira da Barra podemos encontrar, no Outeiro sobre a Baía de Todos os Santos, a Igreja de Santo Antônio da Barra, que, do alto, proporciona especial vista de toda a baía.
Logo
a seguir, no começo da Praia do Porto da Barra, entre esta e o Yatch Club da
Bahia, encontra-se o Forte de Santa Maria,
que integrava, com o forte de São Diogo e o Farol da Barra, a defesa da Barra
no período colonial.
Na
outra extremidade da Praia do Porto da Barra, está o Forte de São Diogo, onde
se encontra instalado o Espaço Caribé das Artes, ao lado de um bistrô de
gastronomia e que proporciona belíssimas vistas da baía.
Seguindo,
vamos encontrar o tradicionalíssimo Farol
da Barra, onde está localizado o Museu Náutico da Bahia, com importante
acervo sobre a história marítima. Ao longo é onde, todas as tardes, uma pequena
multidão se posta em torno para apreciar o encantador “pôr do sol”, por trás da Ilha de Itaparica.
Compondo toda a paisagem da Avenida Oceânica, e bem em frente ao Edifício Barralândia, encontra-se a imagem do Cristo Redentor, numa bela elevação. De onde, pela mesma forma têm-se uma vista privilegiada do “pôr do sol”.
Já
no bairro do Rio Vermelho, no centro do largo, está a antiga e desativada Igreja de Sant’Ana do Rio Vermelho que ainda
existe como patrimônio e abrigando, hoje, o Centro
Social Monsenhor Amilcar Marques.
Um pouco adiante, depois do Largo, encontra-se a nova igreja que é a atual Paróquia de Santana.
Ao
lado da nova sede da Paróquia e a beira-mar, está situada a Casa do Peso onde é celebrada a Rainha do Mar, como um ponto do culto à
cultura afro-baiana e onde se encontra o ponto principal da belíssima Festa de Iemanjá, no 2 de fevereiro. É mais conhecida como a Casa do Peso.
Depois
do Farol da Barra, bem adiante, está o Farol
de Itapoã, numa localização estratégica e sendo que até hoje, ainda,
funciona.
Mas
se deve evidenciar, da mesma sorte, de que, no Dique do Tororó, ao lado do
Estádio de Futebol, atual Arena, estão, em meio à lagoa, os orixás que são
esculturas famosas do artista baiano TATI
MORENO, e que são - flutuando na lagoa do Dique - 12 peças: Oxalá, Iemanjá, Oxum, Ogum, Oxossi, Xangô, Nanã e Iansã; bem assim, em
torno do Dique, na terra firme, estão: Oxumaré,
Assain, Logun-Edé e Ewá.
As ilhas do Município do Salvador
O litoral do Município do Salvador, no interior da Baía de todos os Santos, conta, também com três ilhas, a saber, de Maré, dos Frades e Bom Jesus dos Passos.
A Ilha de Maré está situada na Baía de Todos os Santos com uma dimensão de 11,01 km², sendo ocupada por cerca de 4.236 moradores e quilombolas, segundo o IBGE. A ilha é muito famosa sobretudo pelas suas moquecas de peguari. Um do seus principais símbolos é a Capela de Nossa Senhora das Neves, construída em estilo colonial e datada desde 1552, sendo uma das mais antigas do Brasil.
As
suas famosas praias são as de Itamoabo,
das Neves, Praia Grande, de Santana e
Botelho. O acesso à ilha pode ser
feito dede o Terminal Hidroviário de São
Tomé de Paripe, cuja travessia ocorre em 20 minutos e os passageiros devem
descer na Praia das Neves. O transfer
ocorre até as 15:00hs, a depender das condições climáticas. Dali se pode
alcançar as demais praias em embarcação.
Já a
Ilha
dos Frades, ainda segundo o IBGE, é ocupada por alguma coisa além de cerca
de 733 moradores, na conformidade do último senso, por sinal, é a maior de
Salvador, com uma extensão de 13 km², ou, ainda, 13 milhões de metros
quadrados. Tem o formato de uma estrela. São suas atrações as tantas praias, as
suas lagoas e cachoeiras, bem assim a vegetação típica da Mata Atlântica, em
que se encontra, inclusive, o pau brasil.
No
total, possui cerca de 15 pontas, sendo que, em cada uma está uma de suas
praias, como as de Loreto, Paramana e N.
S. de Guadalupe. As construções mais destacadas da ilha são as Igrejas de Nossa Senhora do Loreto e a
de Nossa Senhora de Guadalupe.
O acesso à ilha também pode ser feito desde o Terminal Turístico-Náutíco de Salvador, e a travessia ocorre em uma hora, apenas em escunas que navegam na direção da Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe. Ou ainda é possível sair do Terminal Marítimo de Madre de Deus, cujo acesso pode ocorrer pela BR-324, com entrada depois do pedágio e até Paramana, de onde saem as embarcações de hora em hora, das 07:000 e até as 17:00 horas.
Uma
outra das três ilhas que integram o Município
de Salvador é a de Bom Jesus dos Passos, que é
a menor, cujo território ocupa 0,45 km², com uma população de cerca de 1.465
moradores que vivem da agricultura de subsistência e da pesca de peixes e
mariscos. As suas Praias principais são
a de Pontinha e a da Ponta do Padre. Não existem ali longas
faixas de areia e um dos destaques da sua culinária são os muitos mariscos. As
embarcações que se destinam a essa ilha saem de Madre de Deus em cada 30
minutos e desde as 07:00 horas e até as 20:00 horas. No entanto, é possível
também sair embarcação do Terminal Marítimo, ou mesmo fretando um barco.
Ilha
de Itaparica, a maior da baía
A Ilha
de Itaparica é a maior de quantas existem na Baía de Todos os Santos.
Suas águas são cristalinas e é repleta de
manguezais e praias ao lado de ser muito rica. Na sua história colonial,
apreende-se de que se encontra dividida entre os Municípios de Itaparica e Vera
Cruz. O acesso ao seu espaço é servido, principalmente, pelo sistema do “ferrie-boat” ou, ainda, através de
lanchas desde Salvador. Como é um município independente, Itaparica, portanto, não
integra o território de Salvador.
O
nome Itaparica
é da língua tupi e significa “cerca
de pedras” e constitui uma referência aos tantos recifes que a circundam.
Por sinal, é a maior ilha da Baia de
Todos os Santos e todo o seu território ocupa um espaço de cerca 239 km² e
com, em torno de, 40 km de praias. O terminal do ”ferrie-boat” da ilha está situado na localidade de Bom Despacho. No entanto, o acesso à
ilha pode ocorrer, da mesma sorte, pelo outro lado, vindo pela BR, desde a 116 e alcançando a BA-001 a partir da cidade
de Santo Antônio de Jesus e pela de Nazaré, em conjunto com a BA-046. Para
chegar à ilha, esse acesso atravessa a Ponte
do Funil, cujo nome oficial é João
das Botas.
São muitas as suas belas e concorridas praias, podendo ser destacadas Ponta de Areia, Ponta do Mocambo, Penha, Cacha Pregos, todas ideais para relaxar, para mergulhar, como também para praticar esportes náuticos.
A
sua estrutura histórica
A ser levada em consideração a sua estrutura histórica, Itaparica é destacada pelas suas construções coloniais, em que se podem mencionar os casarios antigos e as suas especiais igrejas barrocas – como é o caso da própria Matriz de Itaparica, que evidencia registros desde o período da colonização portuguesa.
A
vegetação da ilha é muito abundante, ao lado de ser exuberante com os seus
coqueirais e outros tantos manguezais. As agências de viagens, e mesmo os
particulares, costumam permanentemente realizar passeios de barcos em seu torno
e mesmo entre as demais ilhas que integram o espaço da Baía de Todos os Santos. No seu interior, são consideravelmente
exploradas as tantas trilhas que a constituem. Da mesma sorte como a sua vida
marinha é objeto de permanente destinação.
Em
todo esse contexto, é de observar de que se destacam a vila dos pescadores, bem
assim o centro histórico que a integram. Uma das mais importantes curiosidades
da ilha é que foi nela que se instalou, considerando todo o Brasil, a primeira
“máquina a vapor”, fato que pode ser
identificado no, denominado, Engenho de
Ingá Açu.
Também
uma rica história
A ILHA
DE ITAPARICA também cultua uma muito rica história, pois foi nela que a
Independência do Brasil teve a sua
consolidação iniciada. E o 7 de janeiro – que neste completou, nada menos do
que, 203 anos – tem uma expressiva comemoração, a exemplo do 2 de julho em
Salvador e 7 de setembro em todo o país.
É a
memória que faz reviver, a cada ano, os mais famosos acontecimentos, em que ocorreu
a tradicional batalha de Itaparica, precisamente no 7 de janeiro do ano de
1823. A qual se constituiu em etapa rigorosamente fundamental no próprio
processo de independência do Brasil, na Bahia.
Consolidada
em Salvador no dia 2 de julho – a sua grande comemoração – e em todo o país no
dia 7 de setembro. Todos os anos, no 7 de janeiro, o povo sai às ruas de Itaparica
para celebrar o grade feito popular que acabou libertando o Brasil dos
lusitanos. Na comemoração, sempre é lembrado o badalado ato da grande heroína Maria Felipa, com a sua famosíssima surra de cansanção com a qual promoveu,
enfim, a retirada definitiva dos portugueses.
Uma
“ponte” que ainda não passou de ideia
Um
fato que vem mobilizando a opinião pública desde há cerca de 20 anos é a
notícia de que seria construída uma ponte
para ligar diretamente, Salvador a Itaparica, a exemplo da “ponte Rio/Niterói”. Muito embora tal
assunto venha sendo insistentemente mobilizado pelos três últimos governos do
estado, a verdade é que, até o momento, a construção desse tão esperado e
desejado equipamento conseguiu sair do papel. Contudo, tem sido permanentemente
evidenciado em promessas dos respectivos governadores.
Esse
é, na realidade, um grande projeto que não somente é desejado mas recomendado
para equalizar o sistema de ligação marítima. A sua projeção indica que poderão
ser conectados nada menos do que 12,4 km sobre a Baía de Todos os Santos. É, por sinal, uma questão do maior
interesse para a atividade do turismo do Estado, porquanto deverá integrar
diretamente nada menos do que 250 municípios.
Essa
ideia chegou a ser consumada e que foi, por sinal, formalizada em projeto que
foi destinado, à época, pelo Governador de então, JAQUES WAGNER, à, então, Presidente da República, DILMA VANA ROUSELF. Depois daquele
governo do Estado em oito anos, seguiram-se mais oito anos do governo de Rui Costa e já são três anos do governo
de Jerônimo Rodrigues. Sem que o projeto, em verdade, saia do papel,
ainda que constitua um sempre propalado desejo de realização desses governos.












Simplesmente, uma preciosidade esta crônica. Salvador é uma cidade perfeita, que conta com belas praias, uma arquitetura ímpar, culinária rica e peculiar, danças folclóricas lindas além de uma gente alegre e hospitaleira e que se caracteriza pela beleza da mistura dos pretos com os brancos. Sugiro a meu fraterno amigo Casaes a fazer palestras inspiradas nesta relíquia escrita por um jornalista e escritor que ama a Bahia . Muito obrigado por você existir, querido e corajoso amigo de momentos inesquecíveis como as premiações do Catavento de Prata e também das horas difíceis. Fique com Deus!!!
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